24 janeiro 2013

MASSACRE DO PINHEIRINHO - 1 ano


22 de JANEIRO – PINHEIRINHO – O aniversário de mais uma injustiça. Onde muitos se beneficiaram politicamente durante alguns anos, usando e depois chutando esta população.

A remoção forçada dos moradores da Comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos, resultou em denúncias de abuso de autoridade no local e violação de direitos humanos. Além disso, houve um claro cerceamento à liberdade de imprensa, ocorrido quando não foi permitido o livre acesso ao local.
A reintegração teve início na madrugada do dia 22 de janeiro de 2012. Foram empregados mais de 220 viaturas, 40 cães, 100 cavalos e 300 agentes da prefeitura local para apoio psicológico e social da população. A Comunidade estava localizada na zona sul da cidade de São José dos Campos. O município pertence ao estado de São Paulo, mesorregião do Vale do Paraíba e fica a 94 km da capital paulista.
A desocupação no Pinheirinho é um exemplo de tentativa de criminalização das periferias pela imprensa, com reflexo na opinião pública. Trata-se de um assunto de relevância para a compreensão de um dos maiores massacres ocorridos na região do Vale do Paraíba.
A Comunidade
De acordo com os dados de pesquisa de Andrade (2010, p.73) a data de fundação de Pinheirinho é de 25 de fevereiro de 2004. Inicialmente havia aproximadamente 240 famílias e até 2010 o acampamento ficou oito vezes maior. O terreno pertence a uma massa falida da Selecta S/A, que tem como proprietário o investidor Naji Nahas conhecido nacionalmente por irregularidades praticadas no mercado financeiro.
Segundo relatório do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe – São Paulo) em 2012 já havia mais de 1.500 famílias morando no bairro. Durante todo o período em que a população viveu em Pinheirinho esta conheceu várias formas de preconceitos por parte do setor público municipal. Andrade (2010, p. 76) cita em sua dissertação de mestrado, realizada entre os anos 2008 e 2010, depoimentos de algumas moradoras da Comunidade:
Pergunta: Qual a diferença de morar aqui e de morar lá fora?
“[...] se não tiver médico num lugar, a gente não pode ir num outro postinho. Nos outros bairros também já não aceitavam o Pinheirinho, quer dizer, tipo assim, uma discriminação, né? A gente sofre este tipo de coisa. [...] E os lugares que a gente vai as pessoas falam: ‘Por que você usa luz assim?’ ‘Por que você usa água assim?’ ‘Por que você está lá naquela terra?’ Eles não entendem a situação da gente” [Cláudia].
Meus filhos estudam em escola do Estado, porque na da prefeitura não pega. [...] Eles alegam que a gente não tem uma conta de luz, uma conta de água ou de telefone. [Juliana]
Pergunta: Nos postinhos tem problema?
“Eles não pedem para chamar a gente, não olham na cara da gente. Ainda mais quando é de Pinheirinho. Chega no pronto-socorro aqui, os médicos: O que é aquilo, ali? Com aquela cara, olhando. Aí [ pergunta]: ‘Onde você mora?’ [ resposta:] ‘Pinheirinho’. Aí que demora mesmo!”[Raquel].
Segundo o relatório “A voz das Vítimas”, produzido pelo Condepe (2012), na véspera da reintegração de posse do terreno, dia 21 de janeiro (sábado), houve uma concessão de um prazo de 15 dias fixada em juízo para a negociação entre o governo estadual e federal de uma proposta de políticas públicas integradas entre o município de São José dos Campos, o governo do estado de São Paulo e a União para uma solução fundiária e habitacional para a ocupação. Com isso a Assembleia dos Moradores festejou naquele mesmo dia a suspensão da liminar de reintegração de posse. No dia 22 de janeiro o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) validou a desocupação através de uma liminar emergencial. A ordem expedida pela juíza Márcia Faria Mathey Loureiro manteve a desapropriação do terreno.
Reintegração de posse
Segundo nota divulgada em 22 de janeiro de 2012 pelo Centro de Comunicação Social da Polícia Militar ao todo foram encaminhados ao local mais de 2 mil policiais militares. Foram empregados mais de 220 viaturas, 40 cães, 100 cavalos e 300 agentes da prefeitura local para apoio psicológico e social da população. Também foram utilizadas duas aeronaves Águia da Polícia Militar. Segundo a nota foram detidas 16 pessoas e não houve mortes, nem feridos (Polícia Militar-SP, 2012c).
No dia 23 de janeiro uma outra nota foi divulgada pela PM. A nota esclarece que “a integridade física das pessoas norteou a estratégia para cumprimento da determinação judicial” (Polícia Militar-SP, 2012b). O mesmo texto explica que a PM “agiu com o objetivo de restabelecer a ordem pública” e fez uso “ de técnicas não letais”. Segundo números registrados no site da polícia militar “até às 18h de 23 de janeiro de 2012 foram apreendidas duas armas de fogo, 1.100 invólucros de maconha e 388 pinos para embalar cocaína, também foram localizadas três bombas caseira.” A PM também disponibilizou em seu site um infográfico para compreender a operação em Pinheirinho (Polícia Militar-SP, 2012a).
O líder da comunidade, Valdir Martins, em entrevista concedida à autora deste trabalho, deu sua versão dos fatos e fez denúncias contra a PM de São Paulo:
Aquele vídeo divulgado na internet de um senhor sendo espancado pela PM, ele morreu de traumatismo craniano. A polícia está sendo processada. Duas meninas foram estupradas no acampamento, um rapaz foi estuprado com um cabo de vassoura pela tropa de choque [...].
Foram mais de 600 processos contra o estado de São Paulo por abusos policiais denunciados e desrespeito à população de Pinheirinho. Várias entidades defensoras de direitos humanos questionaram a legitimidade da decisão judicial. O jornalista Aurélio Moraes, do Jornal Nossa Jacareí publicou um vídeo na Internet em 14 de janeiro de 2012 mostrando de que maneira os moradores vinham tantando regulamentar o terreno junto a prefeitura e a tensão no local dias antes da reintegração. (MORAES, 2012). Alguns veículos de comunicação, como a própria Folha de S.Paulo denunciaram a Polícia Militar (PM) como cerceadora da liberdade de imprensa, ocorrido quando não foi permitido o livre acesso ao local de reintegração, bem como aos alojamentos da prefeitura. Por outro lado, uma comissão especial da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de São José dos Campos aprovou a operação militar no caso Pinheirinho. O relatório divulgado em junho de 2012 pela 36ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de São José dos Campos descartou violação dos direitos nas condutas da Polícia Militar, da prefeitura e da Justiça na reintegração de posse do Pinheirinho. O documento afirma que “os números nos permitem afirmar com tranquilidade que inexistiu violação dos direitos humanos na conduta geral da Polícia Militar.” O relatório se contrapõe à investigação do Condepe, que denunciou violações aos direitos humanos em março de 2012 (ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, 2012).
O relatório também afirma que “A exploração política e econômica praticada pelos líderes do movimento contra a população carente que se instalou no Pinheirinho pode ser outra importante causa do problema, se não a principal”. Eles acusam líderes da Comunidade, como Valdir Martins, o Marrom, de vender terrenos dentro do Pinheirinho e lucrar com a comercialização dos lotes. No mesmo relatório defendem a juíza Márcia Faria Mathey Loureiro, que autorizou a reintegração de posse. “O feito obedeceu ao devido processo legal e os réus tiveram direito à mais ampla defesa e toda sorte de recursos” (ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, 2012).
Em entrevista, o líder da Comunidade Pinheirinho, Valdir Martins, se defende da acusação e comenta o relatório divulgado pela 36ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de São José dos Campos (OAB).
Na verdade nunca houve a comercialização de lotes lá dentro. Esse presidente da OAB de São José dos Campos já foi pré candidato a prefeitura da cidade. Ele é do partido do PSDB e fez uma função para o partido que mandou me acusar sem fundamento... Nunca existiu essa comercialização! (MARTINS, 2012).
Na madrugada de 22 de janeiro de 2012 dois mil policiais militares realizaram a reintegração de posse, mas somente na noite do dia 25 de janeiro a polícia concluiu a reintegração. O portal de notícias R7 denunciou em 27 de janeiro de 2012 as condições dos abrigos superlotados. Uma das ex-moradoras de Pinheirinho criticou na entrevista a bolsa aluguel que o Governo do Estado prometeu oferecer aos desabrigados. Na opinião dela a bolsa é insuficiente para uma família de 10 pessoas como a dela, sendo duas portadoras de necessidades especiais (BARBEIRO, 2012).
O líder da comunidade, Valdir Martins, disse que a supervalorização do terreno foi a principal causa da reintegração de posse. Ele também explicou o que representou a perda do terreno para os ex-moradores:
“Para desocupar uma casa leva-se 48 horas, em Pinheirinho em 72 horas eles desocuparam 1.843 casas. Para o rico propriedades são fazendas, iates e apartamentos, para o pobre propriedade às vezes é o próprio filho, o próprio marido, uma foto, uma cadeira, uma mesa. E agora quem vai devolver isso? Uma mãe disse para mim: Marrom, a única coisa que eu tinha de valor não era a casa, a casa eu construo outra, eu tinha um DVD do meu único filho que morreu aos 8 anos, agora eu nunca mais poderei vê-lo. As pessoas perderam mais que casas, perderam coisas pessoais, intimidade, aquele presente que o avô deixou. É comum você encontrar no terreno ainda fotos, cartas [...] 90% perdeu absolutamente tudo. O que houve em pinheirinho foi um estupro social, um crime, um massacre! [...]” (MARTINS, 2012).
A Polícia Militar do estado de São Paulo deixou uma mensagem final sobre o caso Pinheirinho no site da instituição da PM e explica que “em seus 180 anos de existência, sempre trabalhou em consonância com o ordenamento jurídico. E acrescenta que “sua atuação se baliza por três princípios básicos: respeito integral aos direitos humanos, filosofia de polícia comunitária e gestão pela qualidade. Por fim, conclui: “Seu único escopo é o respeito ao cidadão, ao povo brasileiro e às instituições democráticas. E assim continuará, sempre.”
Repercussão Internacional
O jornal britânico Guardian fez críticas ao governo brasileiro por meio de um artigo publicado em 24 de janeiro de 2012. O artigo também questionou a cobertura da grande imprensa e afirmou que os veículos só deram atenção ao caso quando houve repercussão nas redes sociais. O jornal critica as ligações históricas dos jornais brasileiros ao poder político e enfatiza que a imprensa do Brasil falou de Pinheirinho em “tons suaves”, como por exemplo manchetes destacando uma van de uma TV incendiada e uma menor atenção para as casas que foram perdidas pelos moradores (NUNES, 2012).
O processo judicial em torno da posse do terreno é antigo e deve se prolongar em muitas questões. O defensor público Jairo Salvador, de São José dos Campos, em entrevista concedida para o Jornal do Brasil em 1º de fevereiro de 2012, afirma que não há precedentes brasileiros do caso. “O Pinheirinho é só mais um capítulo do extermínio da pobreza, de uma cidade que quer se vender como perfeita. Não tem lei em São Paulo. É só ter força. Cada um cumpre o que quer”. (PSOL..., 2012).
O pesquisador e antropólogo Inácio de Carvalho Dias de Andrade - que conviveu por três anos na Comunidade Pinheirinho, em depoimento à autora deste trabalho, afirmou que a força policial teve respaldo da grande imprensa.

A grande mídia tem um enorme poder em pautar os debates públicos seja pela abrangência de seus meios ou pelo impacto que pode causar, no entanto, tanto no caso do Pinheirinho como o da Cracolândia, ela se ausentou de discutir em profundidade o assunto, suas causas ou outras soluções possíveis. Isso acontece tanto com grandes veículos que pretendem passar uma aura de imparcialidade para o leitor, como aqueles, mais honestos, que assumiram alguma posição nesses casos. Mas o fato é que, passado todos esses meses, eu não vi nenhuma maior discussão ou questionamento sobre o destino ou situação daqueles moradores despejados. O caso paulista é exemplar, mas também poderíamos traçar analogias aqui com outras ações parecidas no Brasil que não recebem atenção devida nos noticiários. Existem obras para a Copa do Mundo no Brasil inteiro nas quais os mesmos problemas vêm ocorrendo. Mesmo o caso da Hidroelétrica de Belo Monte parece abandonado sem alguma discussão aprofundada pelos diversos setores da população. No entanto, para que esse discurso midiático possa ganhar força, ele precisa contar com respaldo discursivos da sociedade, tais como a associação fácil de pobreza a desorganização (ANDRADE, 2012.)
A cobertura da Folha de S. Paulo
As notícias coletadas entre os dias 23 e 30 de janeiro chamam atenção, inicialmente, por dois aspectos: em primeiro lugar pelo excesso de declaração de autoridades locais e nacionais, e em segundo pela pouca “voz” dada aos moradores durante a cobertura jornalística.
Logo no primeiro dia de cobertura da reintegração, segunda-feira, 23 de janeiro de 2012, observamos o uso de definidores primários na cobertura da Folha de S.Paulo. Apenas fontes oficiais deram declarações sobre o ocorrido na chamada de capa do jornal: Polícia Militar (PM), assessor da presidência e “planalto”. As pessoas descritas, todas em cargos institucionais, funcionam como definidores primários, legitimando a informação. Isso porque, como lembra Hall (Hall et. al. apud PENA, 2004, p.178) as primeiras fontes a serem ouvidas sobre um determinado assunto é que vão pautar o debate que será feito em torno desse mesmo assunto na sequencia. Nesse sentido eles definem a angulação e o tom do debate que segue. As fontes oficiais, portanto, possuem grande influência na construção da notícia e refletem a pressão exercida dentro das redações. Além disso refletem a posição editorial, ideológica e política em defesa do proprietário.
Observamos também a referência negativa aos moradores da comunidade. “Moradores incendiaram carros e atiraram pedras contra policiais militares [...]”. A foto da manchete traz uma mensagem sobre a ação policial: a imagem mostra um PM retirando uma mulher com uma criança de colo da área de confronto o que remete a ideia de proteção por parte da polícia. O comportamento da cobertura jornalística revela como os fatos são construidos subjetivamente. A foto Manchete também revela isso. Segundo o próprio Manual da Folha de S.Paulo “uma boa foto pode ser mais expressiva e memorável que uma excelente reportagem”.
A matéria do dia 23 de janeiro, da página C1, com o título “Retirada de famílias deixa rastro de destruição em São José dos Campos” afirma no corpo do texto que carros foram incendiados por moradores. “Seis veículos foram incendiados por moradores, dois deles pertencentes a empresas de comunicação que acompanhavam a ação.” O texto não inclui depoimentos dos moradores confirmando esta acusação. O fato de não trazer a outra versão, mostra o descumprimento do próprio Manual da Folha de S.Paulo, que diz que quando uma informação é ofensiva a uma pessoa, o jornal deve ouvir o outro lado e publicar as duas versões com “destaque proporcional”. O Manual também diz que quando houver publicação de um texto sem ouvir o outro lado, o jornal deve tentar ouvir a fonte no dia seguinte sobre o mesmo assunto.
Enquanto o jornal prioriza o depoimento do comandante da polícia nos primeiros parágrafos, o advogado que representa os moradores, Antonio Donizete Ferreira, aparece ao final do texto com uma declaração superficial do ocorrido no dia. Mais uma vez observa-se a preferência dada aos definidores primários na cobertura do tema.
Na terça-feira, 24 de janeiro de 2012, a Folha traz alguns depoimentos de ex-moradores de Pinheirinho e revela que alguns querem voltar para sua terra-natal. Em seguida a reportagem informa que a prefeitura oferece passagens para quem quiser voltar e que pelo menos 30 aceitaram. Isso representa 0,3% dos 10 mil moradores de Pinheirinho, o que estatisticamente é um número muito pequeno. O jornal generaliza uma situação a partir de uma pequena parcela.
Uma nota que evidencia a prioridade por definidores primários está localizada na página C1 com o título “Decisão do TJ é correta, dizem especialistas”. O texto desta mesmo edição, 24 de janeiro de 2012, defende a ideia de que o procedimento de reintegração no Pinheirinho foi o correto e para comprovar isso a reportagem consulta “especialistas sobre o tema”. A matéria também diz que a PM agiu corretamente em obedecer aos magistrados estaduais. A matéria consiste em entrevista com o professor de direito constitucional da PUC André Ramos Tavares e o advogado Gustavo Rene Nicolau que confirmaram que dificilmente a competência do caso à justiça estadual seria revertida. Analisando esta matéria, podemos remeter ao pensamento de Francisco José Karam (2004) que diz que a objetividade e a subjetividade estão intimamente relacionadas no jornalismo. Podemos observar aqui que a ideia de objetividade é quebrada pelo fato do jornal ter escolhido um especialista que estivesse de acordo com aquilo que o jornal defende. O Manual da Folha estabelece que o cruzamento de informação é obtido cruzando várias fontes para uma informação. “Qualquer informação de cuja veracidade não se tenha certeza deve ser cruzada.” Ou seja, se a Folha quisesse estabelecer um debate dentro dos marcos da objetividade, esta poderia ter ouvido mais especialistas, inclusive com pontos de vista diferentes.
No mesmo dia 24 de janeiro de 2012, o jornal britânico Guardian, citado no segundo capítulo deste trabalho, publicou um artigo com críticas ao governo brasileiro. O artigo questionou a cobertura da mídia e enfatizou que a imprensa do Brasil falou de Pinheirinho em “tons suaves”. A Folha de S.Paulo repercutiu uma breve nota sobre a crítica do jornal britânico três dias depois, em 27 de janeiro. Karam ( 2004) afirma que “não há um fato e várias opiniões e julgamentos, mas um mesmo fenômeno e uma pluralidade de fatos, conforme a opinião e o julgamento.”
Olien, Tichenor e Donohue, são citados por Traquina (2001, p.125). Escrevem os autores: “A reportagem inicial de um contramovimento no sistema será geralmente cética se não hostil, e o problema será definido de acordo com as suas ramificações para as relações de poder existentes”.
Na quarta-feira, dia 25 de janeiro, a matéria da página C4, “Retirada de famílias ignora ação social”, traz entrevista com a defensoria pública do Estado. Segundo a defensoria o atendimento dado aos ex-moradores é precário e foram encontradas pessoas abrigadas próximas a viveiro de pombos e fezes de animais. Alguns sem-teto, segundo a reportagem, preferiram se abrigar em uma igreja. Além disso alguns ex-moradores disseram que suas casas foram demolidas antes que pudessem pegar seus pertences. A matéria se refere aos ex-moradores, mas não acrescenta uma fala de qualquer um deles. Para Felipe Pena (2005) a decisão de publicar algo ou não depende principalmente de uma política empresarial.
Uma outra nota desta quarta-feira, 25 de janeiro, afirma que os sindicatos lideram a resistência que restou no local. A palavra “invasão” é presente em praticamente todas as matérias informativas analisadas neste trabalho. A palavra, possui o sentido de ilegalidade e denota juízo de valor por parte do jornal.
A matéria diz que “grupos de esquerda estão presentes no Pinheirinho desde o início da „invasão? em 2004, e seus líderes sempre foram respeitados como porta-vozes da comunidade.” Podemos observar aqui que “partidos de esquerda” seria uma forma de retirar a legitimidade do movimento dos moradores, já que estaria a serviço de um partido que luta pelo poder e quer desgastar quem está no poder.
Na quinta-feira, dia 26 de janeiro de 2012, a foto da capa da Folha chama atenção: o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, cercado por manifestantes e protegido por um segurança. O texto da chamada de capa do Caderno Cotidiano C1 diz que cerca de 800 manifestantes atiraram pedras e ovos contra o prefeito na saída da missa pelo aniversário da cidade de São Paulo. O protesto era contra as ações da PM na Cracolândia e Pinheirinho. Segundo a Folha, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não compareceu e o prefeito da cidade, Gilberto Kassab lamentou o ocorrido. O repórter não entrevistou qualquer manifestante. Com base nos autores Chomsky e Herman (1997 apud KARAM, 2004, p. 235) o consenso seria produzido por uma elite a qual é detentora de várias empresas e possui influência tanto em instituições públicas quanto privadas vinculadas ao poder político e econômico. A promessa da imprensa liberal de ser porta voz da democracia fica comprometida, pelo fato de não ter sido dado espaço para que o “outro lado” falasse, novamente o jornal não cumpre o próprio manual.
Nesta edição do dia 26 de janeiro, na página C4, a Folha entrevistou o pedreiro Severino Antonio de Jesus Silva e o ajudante de transportes Jamerson Conceição dos Santos. Além disso o jornal denunciou o descaso da prefeitura por não enviar caminhões, ambulância, nem agentes de trânsito para organizar uma caminhada dos ex-moradores por um trajeto de 4km até um abrigo da prefeitura. Uma mulher grávida desmaiou, mas segundo a reportagem, foi socorrida por um policial militar.
Na página C5 encontramos uma matéria sobre a polícia ter restringido o acesso da imprensa durante a operação. Mas esta matéria não tem chamada de capa e tampouco é destaque de página. O discurso de ações isoladas como coletivas e a falta de destaque noticioso sobre o cerceamento à liberdade de imprensa durante a reintegração de posse, comprometem a falta de isenção do jornal por meio da ocultação de fatos relevantes para a contextualização do episódio Pinheirinho.
Na sexta-feira, 27 de novembro de 2012, a Folha não fez chamada de capa sobre o assunto. No entanto, no caderno Cotidiano, há uma página inteira falando sobre a reintegração. Uma das matérias entrevista a relatora especial da ONU para o direito à moradia adequada, Raquel Rolnik. Ela criticou as autoridades brasileiras pedindo explicações sobre o caso.
No sábado, dia 28 de janeiro de 2012, novamente a Folha não fez chamada de capa sobre Pinheirinho. Há apenas uma matéria na página C7 com o título “Prefeito diz que vai priorizar desabrigados”. Começamos a observar que a pauta sobre Pinheirinho já não está mais em relevância como no primeiro dia da cobertura. O pesquisador Inácio de Carvalho Dias de Andrade em entrevista concedida para este trabalho conclui “Mas o fato é que, passado todos esses meses, eu não vi nenhuma maior discussão ou questionamento sobre o destino ou situação daqueles moradores despejados” (ANDRADE, 2012).
Na edição de domingo, dia 29 de janeiro de 2012, a Folha coloca abaixo da dobra uma chamada de capa com uma entrevista com o ex-dono de Pinheirinho. Segundo o próprio site da Folha, o número de tiragem neste dia é de 320.504 exemplares, enquanto nos dias úteis 292.251 exemplares. Ou seja, a reportagem de domingo tem muito mais leitores (Folha de S.Paulo, 2012).
Na página 4 do caderno 2 encontramos a entrevista com Benedito Bento Filho. Segundo ele Pinheirinho era um jardim antes da “invasão” dos antigos moradores. Ele diz: “Antes de ser invadido pelos sem teto, aquilo era lindo, um verdadeiro jardim”.
A reportagem com Benedito Bento Filho, o homem que vendeu a terra a Naji Nahas, ocupa toda a página do caderno 2. Benedito defende Naji Nahas afirmando que o empresário é um amigo e um homem muito “digno” e critica as lideranças dos sem teto. No texto, porém não há qualquer depoimento com um ex-líder ou ex-ocupante do terreno para gerar um debate sobre o tema.
O Manual da Folha diz que “nunca participa de campanhas para enaltecer ou desacreditar pessoas nem serve a interesses particulares de partido político, grupo ou tendência ideológica”. Silveira (2004) no entanto reforça a ideia que a imprensa funciona como um instrumento político da classe dominante para manter o status quo. Nas palavras do próprio autor “ [...] a produção de notícias trata os fatos como mitos, evita uma leitura crítica sobre a realidade e busca silenciar os grupos não conformistas, transformando a imprensa num meio de manipulação ideológica.”
Considerações finais
Foram identificados elementos de criminalização social e manipulação da informação por parte do jornal Folha de S.Paulo. O uso de autoridades como definidores primários reflete a pressão exercida dentro das redações, além de transparecer a posição editorial, ideológica e política em defesa do proprietário. O discurso de ações isoladas como coletivas e a falta de destaque noticiosa sobre o cerceamento à liberdade de imprensa são outros exemplos de manipulação.
Este trabalho nasceu de uma perturbação: de que maneira a Folha fez a cobertura do Caso Pinheirinho? Que fontes o veículo utilizou para as reportagens ? O jornal privilegiou algum lado? E o histórico de denúncias de estupro, abuso de autoridade no local e violação de direitos humanos foram pautados pelo veículo? A criticidade na cobertura do jornal foi aquém do que se esperava.
Foi percebido que os ex-moradores tiveram pouco destaque nas reportagens, as fontes oficiais são usadas prioritariamente durante toda a cobertura do jornal. Algumas acusações foram feitas aos ex-moradores sem ao menos escutá-los. A Folha descumpriu com o próprio Manual quando afirma que o veículo deve ouvir e publicar as duas versões com “destaque proporcional”. Até mesmo o jornal britânico The Guardian questionou a cobertura da grande imprensa brasileira e afirmou que os veículos só deram atenção ao caso quando houve repercussão nas redes sociais. O jornal disse que a imprensa do Brasil usou “tons suaves” para reportar o Caso Pinheirinho.
A cobertura informativa da Folha não mostrou os dois lados proporcionalmente, principalmente quando permitiu na edição do dia 30 de janeiro, edição de domingo e de maior peso, uma página inteira para um ex-proprietário do terreno, Benedito Bento Filho. A página , do caderno 2, destaca sua fala quando diz que o terreno era um jardim, antes da “invasão” dos sem-teto.
O próprio uso da palavra “invasão” e não “ocupação” também revela parte da ideologia do veículo. A palavra, possui o sentido de ilegalidade e denota juízo de valor por parte do jornal. As fotos de manchete também trouxeram mensagens ideológicas da Folha, como a da capa no primeiro dia de cobertura.
Somos assim levados a questionamentos sobre a cobertura informativa da Folha de S. Paulo envolvendo reintegrações de posse e movimentos sem-teto no país. O veículo seguiria o mesmo padrão jornalístico do Caso Pinheirinho com outros casos relacionados?

CIDADANIA - Ação 470


Debate sobre a anulação do julgamento do mensalão
Dia 30 de Janeiro, no Rio de Janeiro
A CUT-RJ e o Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé convocam para o debate sobre a anulação do julgamento da Ação Penal 470 devido aos notórios e graves erros cometidos pelo STF.
O evento acontecerá na ABI, no dia 30 de janeiro próximo.
Pela anulação do julgamento do "mensalão"!
Debate sobre os graves erros do STF com :
José Dirceu - Convidado Especial - Ex-ministro e dirigente nacional do PT
Fernanda Carísio - Moderadora - Integrante da Executiva do PT-RJ,
ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio
Hildegard Angel - Jornalista
Raimundo Pereira - Jornalista, editor da revista Retrato do Brasil
Altamiro Borges - Jornalista, coordenador do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé
Adriano Pilatti - Advogado, professor da PUC-Rio
Data : 30 de janeiro - Horário : 19h
Local : ABI (Associação Brasileira de Imprensa)
Rua Araújo Porto Alegre, nº 71, 9º andar, Centro, Rio de Janeiro.
Organização : CUT-RJ e Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé

CONCLAMAÇÃO – CONVITE: EM DEFESA DA DEMOCRACIA – QUEREMOS UM JULGAMENTO SEM ERROS

O julgamento da Ação Penal 470 apresentou erros. Erros graves, porque ocorreram principalmente naquilo que sustentou a tese condenatória do relator juiz Joaquim Barbosa. Na lista abaixo nós os identificamos integralmente. Daí a razão deste Abaixo-Assinado.
Não pleiteamos aqui a absolvição dos réus. O que queremos é um novo julgamento, de forma correta, rigorosamente assentado nos documentos constantes dos Autos, coisa que, no nosso entender, não foi feito, ou as falhas aqui apontadas não teriam sido detectadas. Ei-las, no que chamamos de:
O JOGO DOS SETE ERROS NO JULGAMENTO DA AÇÃO PENAL 470
1. Erro 1: Considerar que o dinheiro do Fundo Visanet era público. Não era; não pertencia ao Banco do Brasil (BB). Pertencia à empresa privada Visanet, controlada pela multinacional Visa Internacional, como comprovam os documentos.
2. Erro 2: Considerar que o Banco do Brasil colocava dinheiro na Visanet. O BB nunca colocou dinheiro na Visanet. A multinacional Visa Internacional pagava pelas campanhas publicitárias realizadas por bancos brasileiros que vendessem a marca VISA.
3. Erro 3: Considerar que houve desvio de dinheiro e que as campanhas publicitárias não existiram. Não houve desvio algum. Todas as campanhas publicitárias, com a marca VISA foram realizadas pelo BB, fiscalizadas e pagas pela Visanet. Toda a documentação pertinente encontra-se arquivada na Visanet e o Ministro relator teve acesso a ela.
4. Erro 4: Omitir ou, no mínimo, distorcer informações contidas em documentos. A Procuradoria Geral da República/Ministério Público Federal falseou e omitiu informações de documentos produzidos na fase do inquérito para acusar pessoas. Exemplo de omissão: somente representantes autorizados do Banco do Brasil tinham acesso ao Fundo Visanet.
5. Erro 5: Desconsiderar e ocultar provas e documentos. Documentos e provas produzidos na fase da ampla defesa foram desconsiderados e ocultados. Indícios, reportagens, testemunhos duvidosos, relatórios preliminares da fase do inquérito prevaleceram. No entanto foram desconsiderados todos os depoimentos em juízo que favoreciam os réus.
6. Erro 6: Utilizar a “Teoria do Domínio Funcional do Fato” para condenar sem provas. Bastaria ser “chefe” para ser acusado de “saber”. O próprio autor da teoria desautorizou essa interpretação: “A posição hierárquica não fundamenta, sob nenhuma circunstância, o domínio do fato. O mero ‘ter que saber’ não basta”.
7. Erro 7: Criar a falsa tese de que parlamentares foram pagos para aprovar leis. Não existe prova alguma para sustentar esta tese. De qualquer forma, não faria sentido comprar votos de 7 deputados, que já eram da base aliada, dentre 513 integrantes da Câmara Federal, quando 257 votos eram necessários para se obter maioria simples.
Resta ainda considerar alguns outros equívocos:
* O duplo grau de jurisdição para réus é uma exigência da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Ao não garanti-lo, o STF violou o Pacto de São José da Costa Rica.
* Assim, 35 dos 38 réus não tiveram direito à segunda instância. Por decisão do Supremo, o julgamento de todos foi apenas em uma instância, o STF, embora 35 não tivessem direito ao chamado foro privilegiado.
* O uso da dupla-função. Quem preside a fase de investigação não pode depois participar do julgamento, porque nesse caso cumpre os papéis de investigador e de juiz;
* “O Supremo deu grande relevância à prova indiciária, até então considerada a mais perigosa de todas”, como disse o juiz Murilo Kieling. Tal prova é perigosa porque pode permitir a manipulação dos indícios por juízes inescrupulosos ou a serviço de interesses políticos ou econômicos.
Considerando o exposto, pode-se entender como os Procuradores, primeiro Antonio Fernando de Souza e em seguida Roberto Gurgel, junto com o Ministro Joaquim Barbosa, construíram a tese da acusação. A partir dessa construção desenrolaram a trama que condenaria praticamente todos os réus.
Foi desta forma que a AP 470, a ação penal do chamado “mensalão petista”, se tornou a mais eficaz e sedutora arma que a grande mídia, liderada pela poderosa Família GAFE da Imprensa (Globo/Abril/Folha/Estadão), conseguiu construir desde 2002 para finalmente empunhá-la em 2012. Seu alvo é o projeto de nação que há 10 anos o Partido dos Trabalhadores concebeu e vem construindo, um projeto dificílimo de ser derrubado nas urnas.
O que esse projeto tem demais?
Ele bate de frente com interesses vitais do chamado “mercado financeiro”, aquele dos capitalistas e investidores do mundo dos negócios privados não-produtivos, em estreita sintonia com o empresariado ligado às exportações de commodities(agropecuária e minérios) assentados no topo da pirâmide socioeconômica, lugar das corporações e megacorporações nacionais e, principalmente, internacionais. E a Família GAFE da Imprensa – centrada no Rio e em São Paulo – é a porta-voz desse povo. Nela, apenas essa gente e seus interesses – com o endosso da classe média alta – têm direito a voz. Ela atua diretamente através de seus próprios órgãos de divulgação ou por meio dos veículos do seu partido, o PIG (Partido da Imprensa Golpista), composto por seus afiliados em todas as redações desse Brasil afora. Seu Instituto, o Millenium, com sede no Rio, funciona como o cérebro pensante. É, principalmente, de lá que saem as teses defensoras dos privilégios dessa classe alta. Para elas o país é visto apenas como um celeiro de oportunidades de negócios para que seus membros se tornem, a cada ano, ainda mais ricos e poderosos, aqui ou no exterior.
No caso deste julgamento, todavia, algo se tornou ainda mais preocupante. Nos golpes recentes ocorridos em Honduras e Paraguai, vimos a Corte Suprema e Parlamentares desses países funcionarem como legitimadores da quebra da ordem institucional e contando sempre com o apoio da mídia empresarial local. No instante em que testemunhamos aqui nosso Supremo Tribunal Federal (STF), conscientemente ou não, pondo-se a serviço desse poder hegemônico, representado, como vimos, pela mídia-empresa, num país em que a democracia ainda engatinha, assombra-nos o risco enorme que ela corre. Sim, tememos que um golpe semelhante, também institucional, ocorra entre nós, lembrando que em 1964 já tivemos essa mesma Família GAFE apoiando e saudando com júbilo o advento do golpe militar quando as Reformas de Base que Jango propunha “ameaçavam” suprimir, em especial das elites do campo, alguns poucos privilégios.
Devem-se apurar os supostos desvios, processar e julgar os eventuais denunciados nessa AP 470. Mas quando isso se transforma, nas mãos do que existe de mais egoísta e retrógrado no país, em uma arma que visa unicamente torpedear um projeto de nação voltado à redução das desigualdades sociais e ao crescimento sustentável e que implica apenas em uma tênue redução dos privilégios dos 1% do topo da pirâmide, não estamos mais diante de alternativas. É nosso dever e missão contribuir para reduzir o poder desse monstro midiático que desde 2002 voltou a nos ameaçar. Entendemos ser nossa obrigação fazer o que estiver ao nosso alcance para que o STF seja preservado como uma Instituição soberana à salvo de interesses outros que não os da Justiça. “Costuma-se dizer que decisão judicial não se discute, cumpre-se. De fato, devem ser cumpridas, sob pena de caos institucional. Mas, sempre que se entender apropriado, devem ser discutidas. Contestadas, criticadas e corrigidas. Pois é isso que faz toda instituição crescer e vicejar – inclusive o Judiciário, que não é um poder absoluto”, escreveu um dos condenados, José Dirceu. E é isso que queremos.
Por conta dessa ameaça, nossa luta contra a poderosa Família e seus tentáculos adquiriu um emblema especial em 2012 e deve ser objeto de muitas batalhas neste 2013. Esta é apenas uma delas: neutralizar ou destruir, ainda que parcialmente, os erros cometidos no julgamento da AP 470. E é também pelo mesmo motivo que nos recusamos a aceitar a ‘tese’ de que esse julgamento é uma “página virada”. Muito pelo contrário. Que esta campanha e este evento que se anunciam como partes dessa luta sejam percebidos como um enfrentamento tático de um combate mais amplo, voltado contra os superpoderes da mídia empresarial tornada um imenso e poderoso oligopólio no Brasil. Por conseguinte, desta AP 470 só deve restar aquilo que, comprovadamente, se configurar como um delito, sujeito, portanto, às penas da lei, tal e qual rezam nossa Constituição, o Código Penal, as garantias processuais, ritos e jurisprudências. Só então poderemos anunciar que nesta batalha lutamos pelaDemocracia e nos impusemos vitoriosamente sobre essa mídia que, segundo avaliamos, pode muito bem estar à espreita de um possível golpe ao qual possa atribuir, também, ares de legalidade.
Assim, realizaremos no Rio de Janeiro, no próximo dia 30/01, um debate do mais alto nível, tendo como foco os erros cometidos pelo STF ao julgar os réus da Ação Penal. Esperamos poder contar com expressiva parcela da sociedade civil e de personalidades profundamente conhecedoras dos meandros desse processo e de suas implicações políticas e jurídicas. Para isso estamos empenhados em uma ampla mobilização para a qual queremos não só sua participação pessoal, mas também a do seu círculo social e profissional. Seu apoio, sua parceria enfim e até mesmo sua ajuda, serão imprescindíveis para que este acontecimento fique registrado como algo representativo da sociedade como um todo, um êxito dos mais retumbantes.
Tal parceria consiste essencialmente em replicar em seu sítio, blogue, página, listas de emails, redes sociais ou rádios comunitárias o material de divulgação que já começamos a produzir e que lhe enviaremos a partir da sua anuência – inclusive, caso queira, utilizar partes desta CONCLAMAÇÃO-CONVITE sendo livre sua reprodução e compartilhamento. Todo ele virá com a chancela de “EM DEFESA DA DEMOCRACIA – QUEREMOS UM JULGAMENTO SEM ERROS” e será originário do endereço eletrônico: josinhad@yahoo.com.br. Escreva-nos, por favor, aos cuidados de Joylce Dominguez e diga-nos também se você tem ou conseguirá se articular com outras parcerias para as quais você pode enviar livremente estaCONCLAMAÇÃO-CONVITE bem como o material de divulgação que até o dia 30 produziremos. Se preferir, basta nos ligar (021) 6910 4750 ou nos fornecer via email os endereços eletrônicos desses possíveis parceiros que enviaremos a eles diretamente daqui.
O anúncio do Abaixo-Assinado com o qual abrimos esta CONCLAMAÇÃO-CONVITE dará a partida nesta mobilização para que ela atinja a dimensão de um brado enorme contra os erros cometidos nesse processo. Em seguida virão folders, mensagens e entrevistas em rádios, charges, filminhos, jornais de bairro, etc. Sinta-se à vontade para também produzir outros, envie-nos que os divulgaremos. Imaginamos assim que uma ampla rede de comunicadores estará montada e voltada para esse objetivo, o de pleitear a correção desse julgamento e o de convocar a sociedade civil para estar presente no evento do dia 30, cujo local, hora e componentes da Mesa divulgaremos em um comunicado específico, tão logo estejam todos definidos.
Cordialmente
- Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé – São Paulo
- Blogueiros e Internautas Progressistas do Rio de Janeiro – RioBlogProg
- Central Única dos Trabalhadores – Rio de Janeiro – CUT-Rio

22 janeiro 2013

ALeste da Zona Leste

HOJE - 22/01 - na CULTURAonline BRASIL - 20 horas
Apresentação: Filipe de Sousa
HOJE falaremos sobre:

- Um ano após a reintegração de posse do terreno do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), a 100 quilômetros de São Paulo, o terreno segue vazio, ainda com parte do entulho da demolição das moradias que ali existiam. O mato está crescido e a prefeitura já notificou os proprietários por conta do lixo acumulado. No verão, com o período de chuvas, uma das preocupações é com a proliferação do mosquito da dengue. Também há reclamações de concentração de usuários de drogas no local. Seguranças privados vigiam a área para evitar uma nova invasão.
- Principais Notícias de nossa cidade comentadas.
Até lá!

São José dos Campos - SP - Brasil


Em virtude do interesse de alguns ouvintes de fora de nossa cidade, vamos falar um pouco sobre São José dos Campos...

É município brasileiro no interior do estado de São Paulo. Pertence à Mesorregião do Vale do Paraíba Paulista e Microrregião de São José dos Campos, localizando-se a leste da capital do estado, distando desta cerca de 94 km.

Ocupa uma área de 1 099,77 km², sendo que 94,064 km² estão em perímetro urbano e os 1 005,7 km² restantes constituem a zona rural.

Tem uma temperatura média anual de 21,3 °C e na vegetação original do município predomina a mata atlântica. Com 98% de seus habitantes vivendo na zona urbana, o município contava em 2009 com 289 estabelecimentos de saúde.

O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,849, considerando-se assim como elevado em relação ao país, sendo o 11º maior do estado.

São José dos Campos faz parte do chamado Complexo Metropolitano Expandido que ultrapassa os 29 milhões de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado inteiro.
As regiões metropolitanas de Campinas, São Paulo e do Vale do Paraíba e Litoral Norte já formam a primeira macrometrópole do hemisfério sul, sendo que o município é sede da última citada.

São José dos Campos foi elevada à categoria de vila em 1767.
No decorrer do século XIX a agricultura desenvolveu-se no município, com destaque para o café, principalmente a partir da década de 1880. Porém na segunda metade do século XX a indústria ganhou força, sendo este o momento que a cidade descobre sua vocação para a área da tecnologia.

Hoje estão instaladas importantes empresas, como: Panasonic, Johnson & Johnson, General Motors (GM), Petrobras, Embraer (sede), entre outras. Possui importantes centros de ensino e pesquisas, tais como: o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Instituto de Estudos Avançados (IEAv), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), a Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto de Pesquisa & Desenvolvimento (IP&D), sendo um importante tecnopolo de material bélico, metalúrgico e sede do maior complexo aeroespacial da América Latina.

Além da importância econômica ainda é um importante centro cultural do Vale do Paraíba.
A Reserva Ecológica Augusto Ruschi, o distrito de São Francisco Xavier e o Banhado configuram-se como grandes áreas de preservação ambiental, enquanto que o Parque Santos Dumont, o Parque da Cidade e o Parque Vicentina Aranha são relevantes pontos de visitação localizados na zona urbana, além dos projetos e eventos culturais realizados pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), órgão responsável por projetar a vida cultural joseense.

15 janeiro 2013

ALeste da Zona Leste

HOJE - 20 - Horas 
CULTURAonline BRASIL
Apresentação: Filipe de Sousa
Não percam!!!

·       Pronac entrega certificados para os alunos
·       UNIFESP oferece especialização para enfermeiros
·       A coleta de lixo em São José dos Campos é responsabilidade da Urbam, que orienta a população a separar corretamente o lixo orgânico do reciclável
·       Prefeitura orienta combate à dengue neste verão
·       Ônibus Gentil e Maternidade retomam as atividades
·       Colônia de férias – As Casas do Idoso oferecem atividades em São José
·       Vereadores e seus contatos
·       Como ficaram formadas as diversas Comissões Permanentes na Câmara

31 dezembro 2012

Gazeta Valeparaibana - Janeiro 2013

A equipe Gazeta Valeparaibana, deseja a todos os Leitores, 
um Feliz 2013 

e aproveita para informar que já está disponível para download o jornal de Janeiro de 2013.

Vale a pena conferir

18 dezembro 2012


O PERFIL DOS ESCOLHIDOS PELO PREFEITO ELEITO
SECRETARIAS

Comunicação Social - Luís Roberto Cândido

Luís Cândido, 40 anos, é nascido em São José dos Campos, em 1972, casado com a professora da rede municipal Márcia Vanzella, é pai de dois filhos. Formado em Jornalismo pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), pós-graduando em Marketing Político pela Universidade de Taubaté (Unitau). Foi assessor de imprensa do Sindicato dos Servidores Federais em Ciência e Tecnologia (1995 a 1999), coordenador da Secretaria Estadual de Comunicação do Partido dos Trabalhadores de São Paulo (2007 e 2008) e assessor de imprensa dos mandatos do deputado Carlinhos Almeida na Assembleia Legislativa de São Paulo e na Câmara dos Deputados, entre 1999 e 2011. Atuou ainda como analista, supervisor e coordenador de campanhas em agência de comunicação em São Paulo (2011 e 2012)
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Secretaria de Serviços Municipais - Antônio Carlos Nadolny

Antônio Carlos Wolff Nadolny, 62 anos, é engenheiro civil, formado pela Faculdade de Engenharia de São José dos Campos em 1976, com pós-graduação em Segurança do Trabalho. Residente em São José dos Campos desde 1971, recebeu o título de cidadão joseense em 2010, por trabalhos sociais desenvolvidos na Sociedade Beneficente São Mateus, da qual é presidente desde 1996. Casado, tem dois filhos e três netos. Foi conselheiro do CIESP de 2009 a 2011. Recentemente foi eleito vice-presidente de Obras Públicas da ACONVAP, gestão 2013.
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Secretaria de Obras - Soraya de Paula Rosário

Soraya de Paula Rosário, 42 anos, tem um filho de 13 anos. Formada em Engenharia Civil pela Universidade de Taubaté (1994), com cursos de especialização em Infraestrutura Urbana, no ITA. É engenheira na construtora Beazim Terraplenegem e Construções, executando obras de infraestrutura urbana para loteamentos, e sócia proprietária da Dimensão Engenharia Ltda. Por quatro anos atuou na obra de implantação da rodovia Carvalho Pinto, no trecho de São Jose dos Campos. Participou dos trabalhos para execução do primeiro trecho da obra do anel viário. Foi diretora de projetos da Secretaria de Obras de Jacareí, de 1997 a 2000.
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Secretaria de Esportes - João Bosco da Silva

João Bosco da Silva, 62 anos, é economista especializado em Planejamento Urbano e Regional. Natural de Cruzeiro, no Vale do Paraíba, mora em São José dos Campos desde 1968, onde chegou aos 18 anos para estudar na Univap. Viúvo, tem três filhos e há 35 anos é funcionário da Assembleia Legislativa de São Paulo. Foi vereador de São José dos Campos por 20 anos, pelo MDB, PMDB e PCdoB. Atuou na assessoria da Secretaria de Economia e Planejamento do Estado, de 1972 a 1975. Foi fundador e diretor do Departamento de Economia da Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos, professor universitário da UNIVAP e da FAENQUIL - Faculdade de Engenharia Química de Lorena. Foi presidente da Confederação Nacional das Associações de Moradores.
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Secretaria de Desenvolvimento Econômico - Sebastião Gilberti Maia Cavali

Nascido em Bauru, vive em São Jose dos Campos desde 1990. Tem 50 anos, dois filhos, é casado com Rosana Mary Venturini Cavali, economista e gerente regional da Caixa há 26 anos. É coronel aviador, piloto da Força Aérea Brasileira, e engenheiro mecânico aeronáutico. Coordenador do arranjo Produtivo Aeroespacial de Defesa do Cecompi - Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista. Foi chefe de Engenharia da Comissão de Fiscalização e Execução de Contratos da FAB na Embraer, especificamente no programa AMX, e é chefe da divisão de projetos estratégicos do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial.
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Secretaria de Fazenda - José Walter Pontes

José Walter Pontes, 56 anos, é natural de Santos Dumont (MG) e mora em São José dos Campos há 33 anos. Casado com Sônia Maria Filipini, enfermeira e coordenadora do curso de Enfermagem das Faculdades Anhanguera, tem cinco filhos e uma neta. Formado em Ciências Econômicas, com Mestrado em Planejamento Urbano, desde 2006 é conselheiro fiscal titular da Fundação CPqD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações. Foi assessor econômico da Câmara Municipal de São José (1997 a 1998) e assessor de economia e desenvolvimento urbano da bancada de vereadores do PT. Professor de Gestão Orçamentária Financeira na FUNDAP/SP de 2006 a 2010, exerceu os cargos de Secretário Adjunto de Planejamento Urbano e Ação Regional de São Bernardo do Campo, Diretor Administrativo e Financeiro da URBAM de São José dos Campos e em empresas de economia mista em Santo André e em Campinas. Tem especialização em diversas áreas da Administração Pública na FGV/SP, FGV/RJ, PUC/SP e UNICAMP/SP. Foi candidato a prefeito de São José dos Campos pelo PT em 1988.
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Secretaria de Educação - Célio da Silva Chaves

Célio Chaves, 53 anos, é formado em História pela Universidade de São Paulo. Nascido em Taubaté, é morador de São Jose dos Campos desde 1988. Tem cinco filhos, é casado há 10 anos com Lucimara Oliveira. Foi professor da Univap e FMU-FIAM de 1987 a 1989. Foi educador de Adultos do Supletivo da Prefeitura de São Paulo (1982-1985). Trabalhou também como jornalista na Folha de S.Paulo de 1990 a 1992. Foi diretor de Patrimônio Cultural da Fundação Cultural Cassiano Ricardo de 1993 a 1996. Na prefeitura de Caraguatatuba, foi diretor cultural da FUNDACC de 1997-1998. Assessor parlamentar na Câmara dos Deputados de 1999 a 2012.
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Secretaria de Administração - Paulo Rogério de Toledo

Paulo Rogério é joseense, tem 55 anos, é casado com a professora da rede municipal Luciana Martins Paz de Toledo e pai de dois filhos. Servidor público municipal há 31 anos, entre 1981 e 1996 ocupou na prefeitura de São José dos Campos os cargos de Agente Fiscal, Técnico de Pessoal, Coordenador de Recursos Humanos e Chefe de Divisão de Recursos Humanos da Secretaria de Saúde, todos como servidor concursado. De 1997 a 2000, exerceu os cargos de secretário de Administração e chefe de gabinete do prefeito no município de Caçapava, com licença sem vencimentos da Prefeitura de São José. Entre 2000 e 2005 voltou à administração municipal de São José dos Campos, no PROCON. De 2005 até o final de 2012, foi cedido à Câmara Municipal.
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Secretaria de Saúde - Dr. Álvaro Machuca

Dr. Álvaro Machuca, 65 anos, é casado, tem quatro filhos, natural de Jacareí, mora em São José dos Campos desde os dois anos de idade. Formou-se na Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, com pós-graduação em Medicina do Trabalho (Unitau), Gestão Empresarial Avançada (FAAP), Auditoria em Saúde e Direito Médico (UMC). Médico da rede municipal de saúde, aposentado, é cirurgião torácico, pneumologista e homeopata de vias respiratórias. Diretor Cultural da Associação Paulista de Medicina de São José dos Campos (gestão 2011-2014). Membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica. Foi diretor clínico do Hospital Municipal de São José dos Campos e do Hospital Pio XII.
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Secretaria de Governo - Marcos Aurélio dos Santos

Marcos Aurélio dos Santos, 46 anos, casado, pai de três filhos, é nascido em Resende-RJ e reside em São José dos Campos desde 1972. Bacharel em Filosofia pela FAI - 1985 (Faculdade Associadas Ipiranga) e em Teologia - 1990 (PUC-RJ/Instituto Teológico SCJ/Taubaté). Pós-graduado em Programação Neurolinguística pela Universidade Braz Cubas - 1987. Exerceu o ministério presbiteral na Diocese de São José dos Campos de 1990 até 1999. Foi assessor parlamentar na Câmara Municipal de São José dos Campos (2004), no gabinete do então vereador Giba Ribeiro (PT). Também assessorou os mandatos de Carlinhos Almeida na Assembleia Legislativa de São Paulo (2001-2003/2005-2010) e na Câmara dos Deputados (2011 e 2012).
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Secretaria de Assuntos Jurídicos - Luís Henrique Homem Alves

Luís Henrique, 46 anos, é joseense, residente na Vila São Bento, advogado formado em 1989 pela Faculdade de Direito da Fundação Valeparaibana de Ensino. Foi procurador do município de São José dos Campos entre 1994 e 1997, consultor jurídico e administrativo do município de Caçapava entre 1997 e 2000, assessor jurídico chefe da Proguaru S/A, Sociedade de Economia Mista de Guarulhos, entre 2001 e 2008, e secretário de Assuntos Jurídicos do município de Ilhabela entre 2009 e 2012. Como advogado, especializou-se em questões de competência do Tribunal de Contas, defesas em ação civil pública e consultoria em licitações e contratos administrativos.
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Fundo Social - Margarida Antunes Coppio

Margarida Coppio, 56 anos, é natural de Guaratinguetá e mora em São José dos Campos há 34 anos. É casada com o vice-prefeito Itamar Cóppio há 35 anos. Mãe de três filhos, é engenheira civil, formada pela Universidade de Taubaté (Unitau) e pós-graduada em Métodos Matemáticos da Física e Autômata. Na década de 90 foi uma das engenheiras no Projeto de Casas Populares de São José dos Campos, fruto de convênio entre a Associação dos Engenheiros e Arquitetos e a Prefeitura Municipal.
É integrante do PMDB-Mulher.
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FUNDHAS - Evania Sabará Teixeira

Evânia Sabará Leite Teixeira nasceu em São Paulo, Capital, há 49 anos. Mãe de dois filhos, mora em São José dos Campos há 10 anos. É engenheira civil formada na Universidade Mackenzie, com pós-graduação em Educação e Gestão Pública. Desde 1992 é funcionária de carreira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP. Nessa instituição exerceu os cargos de presidente da Comissão de Projetos e Obras Civis, gerente de de Apoio ao Ensino, Analista de Cursos do Ministério da Educação, entre outros. É diretora Geral do campus Campos do Jordão do IFSP. Auxiliou Carlinhos Almeida na implantação do campus São José dos Campos/Petrobras elaborando o acordo de cooperação entre o IFSP e a Refinaria Henrique Lage - Revap.
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Chefia de Gabinete - Paulo Roitberg

Paulo Roitberg tem 58 anos, é médico, formado pela Faculdade de Medicina de Campos-RJ. É pós-graduado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP) e em Medicina do Trabalho pela Universidade de Taubaté. Frequentou a Escola de Governo de Santo André. Casado com Keyla Pereira Correa de Barros, médica pediatra em São José dos Campos, é pai de dois filhos. Mora no Vale do Paraíba há 30 anos e em São Jose há oito, onde é médico da rede municipal de Saúde. Foi clínico geral na UBS e UPA do Eugênio de Melo, na UPA do Campos dos Alemães e no Hospital Municipal. Também atuou como médico nos hospitais Getúlio Vargas (Rio de Janeiro), FUSAM (Caçapava) e Santa Marcelina (São Paulo). Foi secretário municipal de Saúde de São José entre 1995 e 1996 e prefeito do município de Caçapava de 1997 a 2000.
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Assessoria Técnica-Legislativa - Reinaldo Pereira

Reinaldo Sérgio Pereira, 38 anos, é advogado formado há 16 anos, pela Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP. Casado com Regiane Gorgonio Amorim, é pai de três filhos. Nascido em Lambari - MG, advoga há 15 anos em São Jose dos Campos, onde possui escritório especializado em Direito Administrativo e Eleitoral. De 2001 a 2011 foi assessor jurídico do deputado Carlinhos Almeida na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Desde 2011 é assessor jurídico do Sindicato dos Servidores Municipais de São José dos Campos. Presta apoio jurídico voluntário à Paróquia Coração de Jesus (Bosque dos Eucaliptos).
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Presidente da Urbam - Luiz Carlos de Lima

Luiz Carlos de Lima, 46 anos, é sociólogo, formado em 1988 pela Fundação Valeparaibana de Ensino. Reside em São José dos Campos desde 1973, onde chegou aos seis anos de idade. Casado com a professora da rede municipal, Maria do Carmo Baldim de Lima, tem duas filhas. Foi pesquisador do Jornal Valeparaibano, professor da rede pública municipal e Estadual e assessor da Secretaria de Educação de São José dos Campos, em 1993. Assessorou Carlinhos Almeida em mandatos parlamentares de vereador e deputado estadual. Foi diretor da Urbam, em 1995, e da Proguaru S/A, Sociedade de Economia Mista de Guarulhos, de 2001 a 2012. Também é escritor infantil, autor do livro paradidático Minha Terra Nossa Gente, que conta a história de São José dos Campos.

FALTA AINDA ANUNCIAR OFICIALMENTE:
Mais 11 pastas, incluindo-se; Habitação, Transporte (Wagner Balieiro-Não confirmado) e Social.
Opinião de uma leitora:
Pois então, há algumas coisinhas que não estão descendo pela minha garganta, sobre o secretariado. Como pode a 1ª dama ser tb a possível presidente da Câmara? hummm... onde a isenção necessária??? ou ainda um vereador petista, tb o mais votado- e esse cara é sangue bom -, querer migrar provavelmente para uma Secretaria Municipal?
Afinal foi eleito para vereador... E mto menos gostei de uma "sugestão" que prefiro não ver acatada pelo Carlinhos, de manter o José Luiz Nunes em um cabide...pra ele, lógico. Esse cara é um incompetente, não sabe gerir absolutamente nada. Ai ai ai...juízo, prefeito!!!!

15 dezembro 2012


Mensagem do Presidente

Estamos chegando a mais um final de ano. São promessas e esperanças que se renovam, como se as festas de natal e passagem de ano significassem um marco, a partir do qual pudéssemos zerar nossos erros e reiniciarmos nossas vidas.
Isso, apesar de ser quase verdade, é muito bom, já que aceitar compromissos significa vida, alegria de viver, sonho de felicidade.
Também na administração da ALESTE, esse momento é mágico, e a Diretoria, mantém as forças renovadas para encerrar o período com ideias e proposições voltadas para 2013.
O Projeto A Zona Leste quer Compromissos, além da determinação, está carregado de projetos e de proposições. Sua implantação coincidente com a nossa nova Administração Municipal é muito oportuna. Esperamos, com ele, trazer a solução dos problemas mais urgentes da nossa Região Leste.
Vem aí a determinação de convocarmos uma Assembleia Geral para Eleição de uma Nova Diretoria, que na verdade esteja compromissada com nossos Estatutos e que possa juntar forças para que JUNTOS possamos levar a bom termo o que está proposto em nossos Estatutos.
Esses são alguns dos planos para o futuro próximo.
Mas, não podemos deixar de festejar o sucesso alcançado em alguns pontos como por exemplo as exposições de artesanato na C&C Casa e Construção e no Spany Atacadista, bem como o Encontro com os Candidatos ao Executivo de nossa cidade e o Encontro com os Candidatos a Vereador, o projeto AR & ÁGUA e as parcerias feitas com a SAVIVER e o SINDIPETRO.
São vitórias importantes e inesquecíveis.
Porém, a maior de todas a alcançar, sem dúvida, consiste na implementação da determinação de nomearmos Diretorias em Cada Bairro de Nossa Região Leste, afim de podermos melhor atender às nossas comunidades.
Antes de me despedir, vale a pena alavancar a importância do RELATÓRIO que encaminhamos ao nosso Executivo Municipal, onde se alerta para os principais pontos a serem Oficiados pelas comunidades logo no inicio de 2013.
Com a dificuldade que tivemos para nos fazer ouvir na última Administração CURY (PSDB), catastrófica do ponto de vista social, temos fé que a Administração que ocupará nosso Executivo agora em Janeiro, o foco social será outro. Essa foi a promessa que nos levou a apoiar a Candidatura do Deputado Carlinhos de Almeida, hoje eleito Prefeito da cidade de São José dos Campos – SP.
Esperamos ainda para o início de 2013, a prometida e tão esperada mudança de foco, veiculada pela candidatura, possa atender a esta população da Região Leste tão esquecida pela administração anterior, durante 16 anos.
Enfim, realizações e sonhos que se renovam junto com o compromisso de bem servir à nossa comunidade.
Que cada um de nós possa encontrar a paz e um pouco de felicidade neste período de festas e no ano que se inicia.
Muito obrigado a todos pelo incentivo e apoio.
Boas festas.
Até o próximo ano.
Filipe de Sousa

12 dezembro 2012

Bom dia amigos (@s)

HOJE, quarta-feira (12/12/2012), das 9 às 10 horas, na CULTURAonline BRASIL, tem polêmica no ar: "Criação do Parque do Banhado". Com Cosme Vítor - Coordenador da Central de Movimentos Populares, Fernando Delgado - Presidente do Grupo Consciência Ecológica e Vinicius Corrêa - Gestor da APA Estadual do Banhado. Tudo isso no programa "Quarta Verde" com Lincoln Delgado II.

O Banhado é considerado o principal cartão postal de São José dos Campos pela beleza do seu pôr do sol. Antigamente quando chovia muito o Rio Paraíba do Sul transbordava e toda a área que hoje é conhecida como Banhado ficava alagada. Hoje me dia isso não acontece por causa da construção das represas de Santa Branca e Paraibuna.

Compreende a região ao lado do centro urbano de São José dos Campos, o Banhado é uma grande depressão que se estende até o Rio Paraíba do Sul. Sua área totaliza 4.320.000 m².
Em 1939, o prefeito Francisco José Longo, no intuito de preservá-lo, desapropriou todo o lado direito da Av. São José, possibilitando a visualização de todo o banhado pela população. No ano de 1984, a Lei Municipal 2792/84 declarou o Banhado como Área de Proteção Ambiental, restringindo e proibindo usos como: a implantação de indústrias, comércios e serviços, o parcelamento do solo e as atividades extrativas como a mineração.
Atualmente, encontra-se classificado pela Lei Complementar 165/97 de Uso, Ocupação e Parcelamento do Solo como Zona Especial de Proteção Ambiental, onde as restrições do uso e taxas de ocupação e impermeabilização objetivam a proteção ambiental, paisagística e histórica.

Você que é de São José dos Campos e da Região, não perca.
Links de acesso:
www.culturaonlinebr.org
 

www.formiguinhasdovale.org
 

www.gazetavaleparaibana.com
 

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01 dezembro 2012

Gazeta Valeparaibana - Dezembro 2012

- Editorial e crônica
- Nossa saúde
- O Lúdico e a educação
- Cidadania
- Contos e Lendas
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- Educação Pública
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Tudo isso você encontra aqui: www.gazetavaleparaibana.com/061.pdf

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